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Campo Formoso

Campo FormosoA Ai. Bi. Brasil desenvolve seu projeto na única instituição de acolhimento existente na cidade, a “Casa Lar”.

O Contexto

O Contexto

Campo Formoso

Campo Formoso é um município com cerca de 67.000 habitantes situado a 400 km de Salvador, na região norte do estado da Bahia. Os problemas que principalmente afetam a região são: a baixa renda familiar e a falta de oportunidade profissional e abuso de álcool, com conseqüente desagregação familiar, negligência, violência, abusos sexuais, crianças envolvidas com o trabalho infantil e abandono.
Campo Formoso se destaca pela quantidade de minérios e um número alto de imigrantes do sexo masculino que abusam do álcool, drogas e das mulheres, refletindo no alto índice de gravidez indesejada e abandono dos filhos.

A Casa Lar de Campo Formoso

A Casa Lar de Campo Formoso, de responsabilidade do Poder Público municipal, foi aberta em 2007, com a colaboração da Ai.Bi. após solicitação em tal sentido do Poder Judiciário e do Ministério Público para solucionar a situação de atendimento à infância abandonada na cidade.
Em precedência existia na cidade um abrigo que não desenvolvia seus trabalhos de acordo com quanto previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Casa Lar pode receber até 20 crianças e adolescentes. Eles participam de atividades lúdicas e educativas dentro e fora da casa, garantindo assim a possibilidade da convivência comunitária.
Para cada criança e adolescente é elaborado um projeto de vida com o objetivo de prepará-los para o próprio futuro.
Em parceria com os atores que fazem parte da rede local de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, Ai.Bi. trabalha para que todos os direitos sejam respeitados e continua buscando todas as possibilidades para que a casa lar seja uma medida excepcional e provisória, buscando para cada criança e adolescente a reinserção familiar ou colocação em família substituta.
A nossa equipe interdisciplinar faz o trabalho de buscar as informações sobre as famílias biológicas, realizando as visitas domiciliares e ares e emitindo relatórios e pareceres psicossociais.
Nos anos de 2008 e 2009 sobre um total de 60 crianças e adolescentes acolhidos, foram desabrigados 46 entre os quais 39 crianças e adolescentes foram reintegrados na família de origem ou extensa, 2 foram adotados através adoção nacional, 1 está em processo de guarda e 4 voltaram novamente no abrigo depois da reintegração.

O Projeto

O Projeto

Através do Projeto “Reinserção e Inserção Familiar”:

  • Forneceremos uma equipe multidisciplinar que realizará o estudo do caso: consiste na análise e estudo da história passada de cada criança/adolescente. Serão consultados os relatórios presentes na Casa Lar e o processo na Vara da Infância e Juventude, serão realizadas entrevistas com os operadores da Casa Lar, os conselheiros tutelares, serão realizadas visitas domiciliares e encontros com a família de origem ou extensa ou pessoas quem tiveram uma importância na vida da criança/adolescente.
  • Elaboraremos relatórios psicossociais: apresentando e resumindo todas as informações recolhidas. Os relatórios elaborados pela assistente social e a psicóloga serão discutidos e avaliados com os outros parceiros do projeto, preservando o sigilo.
  • Elaboraremos e realizaremos um plano de intervenção individualizado: com o objetivo de favorecer a reinserção familiar e/ou social, identificando os objetivos que se pretende alcançar. A criança ou adolescente será parte ativa da elaboração deste plano, será ouvido e estimulado a expor as próprias idéias, desejos e necessidades.
  • Avaliaremos o desejo, a vontade e a capacidade de (re) acolhimento em família de origem: Caso o resultado da avaliação seja positivo se buscarão todas as possibilidades para superar eventuais necessidades materiais e/ou psicológica através dos serviços públicos ou particulares existentes, através de parcerias ou dos recursos do projeto. Caso o resultado seja contrário ao interesse da criança/adolescente, o objetivo será a colocação em família substituta.
  • Ofereceremos orientação psicossocial, com o objetivo de elaborar o trauma do abandono e definir de forma participativa e consciente o próprio futuro, de modo particular com os adolescentes e as crianças maiores. Dando um suporte pré, durante e após o delicado processo de (re) inserção.
  • Proporcionaremos atividades lúdico-educativas: realizadas por educadores, planejadas com a supervisão de uma psicóloga, com o objetivo de desenvolver a criatividade, o senso critico e o desenvolvimento psico-motor, valorizar a auto-estima e favorecer a resolução dos problemas pessoais das crianças e adolescentes e de colher informações importantes do ponto de vista da reinserção familiar. Entre as atividades incluimos também o reforço escolar, com a finalidade de ajudá-los e superar eventuais dificuldades na realização de atividades escolares e obter melhores resultados e uma efetiva alfabetização.
  • Organizaremos atividades com os adolescentes acolhidos para o fortalecimento da auto-estima e a autonomia plena: os adolescentes serão beneficiados com acompanhamento psicossocial individual e de grupo. Será dado suporte na escola, para recuperar os atrasos acumulados durante os anos e preparar para prosseguir os estudos. Será abordada a integração dos beneficiários no mercado de trabalho e na sociedade. Serão identificados na região os cursos profissionais mais adequados, monitorada a freqüência e os resultados.
  • Promoveremos a convivência comunitária: através da organização ou a participação em atividades externas a Casa como espetáculos teatrais, cinema, atividades esportivas e recreativas, piscina, passeios, etc.
  • Proporcionaremos a interação com modelos positivos de família: muitas vezes esses jovens não podem contar com uma rede familiar para guiar os primeiros passos no mundo. Além disso, o modelo de família que experimentaram foi aquele que deu origem ao seu abandono e é este que, provavelmente, repetirão. É essencial que esses adolescentes entrem em contato com modelos positivos de família. Para alguns será possível prever períodos de acolhimento em famílias, para poder entrar em contato com dinâmicas familiares positivas; para outros se recorrerá a outras modalidades de interação com famílias, através, por exemplo, de famílias disponíveis a acolher os adolescentes no final de semana ou por pequenos períodos e/ou durante as férias.